Mobilidade com qualidade é o que todos merecemos!
O Mobilidade Niterói é um grupo de trabalho formado por ciclistas, e tem como objetivo principal estudar e propor soluções de mobilidade urbana. Promovemos a integração de transportes coletivos e transportes individuais não motorizados.
Segundo um estudo do Departamento de Transportes de Nova York o faturamento do varejo em alguns pontos de Manhattan aumentou em até 49% depois da implantação das ciclovias.
No Brasil, alguns estabelecimentos na cidade de São Paulo começam a perceber nas ciclovias uma oportunidade para conquistar novos clientes e investem em infraestrutura para receber esse público. Oferecendo descontos para ciclistas, além de paraciclos e cadeados.
André
Pasqualini é um dos criadores do Instituto CicloBR e
autor do blog Bicicreteiro.
É também consultor de mobilidade urbana e defensor do uso de bicicletas como
meio de transporte.
A
foto foi tirada em junho de 2012 no mirante de Manutenção no Parque da Serra do
Mar, durante uma parada de um passeio de bicicleta, e publicada aproximadamente
seis meses depois. O fotógrafo não pediu autorização para fazer as imagens, apenas
perguntou para onde a estrada iria e foi informado que precisaria de
autorização para trafegar por ali. Ele respondeu que entrou na estrada por
curiosidade e sairia assim que possível.
Em
2013 André entrou com uma ação contra a montadora Toyota, que foi condenada
pela justiça a pagar 8 mil reais, apesar do pedido de indenização original ter
sido de 100 mil reais. A juíza reduziu o valor alegando que uma compensação
maior poderia caracterizar enriquecimento ilícito.
Caso
a montadora contratasse agência de publicidade, fotógrafo, modelos, etc.
gastaria bem mais do que os 8 mil reais. Por conta disso, o ciclista vai apelar
da decisão e tem a intenção de doar a maior parte do valor para a ONG Instituto
Cicloativo. "Com cem mil reais a gente poderia construir dois Contêineres
Oficina e atender a duas comunidades carentes...", afirmou André.
A foto:
Matéria na Folha de São Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/11/1552042-ciclista-aparece-em-anuncio-de-carro-e-processa-montadora.shtml
A
ciclovia da Av Roberto Silveira foi inaugurada oficialmente com uma pedalada
neste sábado, dia 22 de novembro. Estavam presentes o prefeito Rodrigo Neves, o
vice-prefeito Axel Grael, o coordenador do programa Niterói de Bicicleta, Argus
Caruso e representantes dos movimentos ciclisticos da cidade. Estavam
representados: Pedal Sonoro, Bicicletada Niterói, Mobilidade Niterói, Bike Anjo
e Pedalentos.
Reconhecemos
a conquista que esta ciclovia representa para que Niterói torne-se, em breve,
uma cidade para bicicletas. Contudo, precisamos que projetos como este sejam
executados conforme sua concepção, com semáforos para bicicletas, ajustes nos
bueiros, segregadores adequados, entre outras questões, antes de serem entregues. Além disso,
precisamos de investimento em campanhas de educação e conscientização efetivas para
pedestres, ciclistas e motoristas; fiscalização eficaz e uma malha cicloviária
conectada, incluindo ciclovias, ciclofaixas, ciclo rotas e estacionamento para
bicicletas.
Segundo
o vice prefeito: "Nós ainda temos muito o que fazer. Nem todo mundo é a
favor da bicicleta, ainda há uma resistência grande, mas temos que ir conquistando
os espaços. Estamos, aos poucos, dando passos emblemáticos, como a ciclovia da
Amaral Peixoto, que ninguém acreditava que ia dar certo e deu, e já está
consolidada assim como ficará a Roberto Silveira.“
Durante
a concentração foi entregue ao prefeito o abaixo assinado contendo três mil e
setecentas assinaturas, reivindicando a instalação de um um bicicletario
público, seguro e gratuito ao lado da estação das barcas, na praça Arariboia. O
prefeito assinou o recebimento e se comprometeu, num no breve discurso ao final
do passeio, com a execução do projeto.
Compromisso de instalação de bicicletário seguro, público e gratuito na Praça Araribóia.
Ghost Bikes são bicicletas pintadas de branco instaladas em
locais de acidentes fatais com ciclistas, são memoriais em homenagem a quem
perdeu a vida. O objetivo é evitar que aquela morte caia no esquecimento.
A primeira Ghost Bike de Niterói foi instalada na Rua
General Castrioto no Barreto, na altura do Largo do Barradas. Uma homenagem ao
ciclista Luiz Carlos da Conceição, morto na terça, dia 18 de novembro de 2014,
numa colisão envolvendo três outros veículos. Ele tinha 56 anos e usava a
bicicleta para ir ao trabalho.
A ação de instalação aconteceu ontem, sexta (21), tendo sido
organizada pelo coletivo Bicicletada Niterói, com o apoio de outros movimentos ciclísticos
da cidade. Houve ainda um ato para lembrar a morte do ciclista e salientar a importância
de infraestrutura cicloviária de qualidade e campanhas educativas para todos.
O ciclista Luiz
Carlos da Conceição, de 56 anos, morreu após colisão na Rua General Castrioto, no Barreto, Niterói, RJ na manhã da última terça (18). Paramédicos do
Corpo de Bombeiros foram acionados para socorrer a vítima, entretanto ele não resistiu
aos ferimentos e faleceu ainda no local.
Segundo
testemunhas, haviam quatro veículos envolvidos: um caminhão, um
ônibus, a bicicleta e um carro de passeio. Nenhuma das pessoas com quem conversamos
soube precisar o ocorrido. Apesar disso, existe consenso que o ciclista
trafegava na mão do trânsito, como estabelece o CTB – Código de Trânsito
Brasileiro.
Na quarta
(19) um grupo de ciclo-ativistas esteve no local e colocou cartazes
nas redondezas para alertar sobre o falecimento do ciclista.
O Mobilidade
Niterói ressalta a importância no investimento em uma campanha educativa e de conscientização efetiva,
além de infraestrutura cicloviária de qualidade para que todos possam transitar
com tranquilidade e segurança.
A Bicicletada
Niterói desta sexta-feira (21) fará um ato para que esta fatalidade não seja
esquecida. Compareçam! Concentração na Praça Araribóia às 18h30.
A indústria não perde oportunidades, mobilidade urbana é o
tema, e apesar de estarem exibindo automóveis não puderam deixar de apresentar
as bicicletas.
A
verdade é que o automóvel tem seu espaço e sua utilidade e o que deve existir é
o uso consciente do mesmo.
Algumas marcas exibiram bicicletas que objetivam justamente
a mobilidade urbana e ainda foram mais longe, comprando o carro levava a
bicicleta.
No último final de semana um grupo de jovens arquitetos,
moradores de Niterói e formados na Universidade Federal Fluminense (UFF), instalou uma Vaga Viva na rua Moreira Cesar, em Icaraí.
A ação ocorreu durante todo o sábado e contou com o apoio da Prefeitura da
cidade, através do projeto Niterói de Bicicleta.
A Vaga Viva é uma intervenção urbana onde vagas de carros
são ocupadas e transformadas em áreas de convivência. A ocupação pode ser feita
com bancos, tapetes, plantas, sofás e outros materiais que atraiam as pessoas e
estimulem o contato social. Podem, ainda, incluir jogos, brincadeiras, música,
livros, trabalhos manuais, etc., tendo como finalidade a reflexão do uso atual
do espaço urbano, que é hoje, na maioria das cidades, dominado pelo automóvel.
As questões urbanísticas e de mobilidade estão atualmente em pauta, são assuntos correlatos e de extrema importância num contexto de crescimento demográfico constante. A mobilidade urbana deveria ser tratada pelo poder público de maneira integrada à gestão urbanística, tendo como objetivo o exercício da função social das cidades e da qualidade urbana, visando o bem-estar da população de forma sustentável.
Segundo o grupo, a Vaga Viva “Maré Urbana” é uma ferramenta para esclarecer as pessoas e
estimular a reflexão sobre o espaço público, provocando uma visão crítica sobre
o planejamento e desenvolvimento da cidade. Os jovens atuam como arquitetos, mas
almejam um impacto social, saindo do escritório e vindo para a rua.
O bairro de Icaraí foi escolhido pela visibilidade e pelo
grande número de pedestres nos finais de semana. Os organizadores ainda não
planejaram outras intervenções, mas pretendem fazê-lo em breve.