segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Relatório Preliminar Sobre As Bicicletas Na Cidade De Niterói




O Mobilidade Niterói acabou de finalizar o Relatório Preliminar Sobre As Bicicletas Na Cidade de Niterói, como informado, o relatório já foi encaminhado a Prefeitura de Niterói através do Niterói de Bicicleta.

Este relatório foi a combinação de duas pesquisas realizadas, a de Demanda Reprimida e Percepções Sobre o Uso da Bicicleta e a pesquisa Perfil, Origem e Destino dos Ciclistas.

Acreditamos que este foi o primeiro estudo exclusivo para a cidade de Niterói com a finalidade de conhecer os ciclistas e a aceitação por parte da população não ciclista do uso da bicicleta na cidade.

Esperamos que este estudo preliminar sirva de não só de justificativa para a implantação de uma rede cicloviária adequada mas também para orientar na implantação destas.

O relatório esta disponível para todos neste link: Relatório Preliminar Sobre As Bicicletas Na Cidade De Niterói

A boa notícia esta por conta da aprovação por parte da população não usuária da bicicleta. A grande maioria da população moradora dos bairros situados dentro do raio de 5 km, contados da estação das barcas do Centro de Niterói, não só apoia a bicicleta como meio de transporte, como também passariam a usar a mesma se determinadas condições fossem oferecidas.

Síntese da pesquisa Demanda Reprimida e Percepções Sobre o Uso da Bicicleta.

  •  87% Concordam que uso da bicicleta é uma boa opção como meio de transporte no dia-a-dia.
  •  90% Concordam que uso da bicicleta melhora o trânsito nas ruas e avenidas.
  •  63% Concordam que o uso de bicicleta NÃO é restrito a alguns perfis/tipo de pessoas.
  •  94% dos entrevistados usariam a bicicleta como meio de transporte se determinadas demandas fossem atendidas.


As demandas atendidas que mais trariam novos usuários da bicicleta como meio de transporte são:

  •  Mais ciclovias.
  •  Mais bicicletários.
  •  Mais respeito aos ciclistas.


Síntese da pesquisa Perfil, Origem e Destino dos Ciclistas de Niterói.

  • 56% dos ciclistas possuem de 20 até 35 anos de idade.
  • 64% possuem nível superior e 33% algum grau de especialização
  • 33% tem renda familiar a partir de R$ 7.250,00 e 10% renda superior a R$ 14.499,99.
  • 90% utiliza a bicicleta como meio de transporte.
  • 45,34% utilizam a bicicleta de 3 a 5 dias por semana e 27,96% de 6 a 7 dias por semana.
  • 19,65% tem como origem do percurso o bairro de Icaraí.
  • 15% dos ciclistas têm seus percursos iniciados na zona norte (Barreto, Cubango, Fonseca, Santa Bárbara, São Lourenço).
  • 47,61% dos ciclistas tem como destino o Centro de Niterói.


As conclusões.

O apoio à bicicleta já existe e a pré-disposição em adota-la como meio de transporte também.

Ficou provado o grande uso da bicicleta em Niterói e que ciclistas também são potenciais consumidores.

Ações importantes a serem tomadas:

  • Implantação de ciclovias. Importante ressaltar que estas sejam contínuas e que se liguem ao centro da cidade, principal destino dos ciclistas da cidade e dos potenciais usuários da bicicleta. Esta ligação estimulará também o seu uso para o deslocamento entre os bairros.
  • Campanhas educativas e informativas, onde sejam explicados não só a legislação aplicada mas as formas de conduta de pedestres, ciclistas e motoristas para o bom convívio e o como proceder em determinadas situações.
  • Implantação de bicicletários.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Pesquisa Demanda Reprimida e Percepções Do Uso da Bicicleta.

O Mobilidade Niterói em parceria com o Niterói de Bicicleta realizou nos meses de Setembro e Outubro pesquisa que visava identificar a demanda reprimida por uma estrutura cicloviária, as percepções dos não ciclistas quanto ao uso da bicicleta e se os mesmos seriam a adotariam como meio de transporte se determinadas condições fossem atendidas.

A estação das barcas foi o local escolhido por ser o principal ponto de convergência dos moradores de Niterói e ter o maior número de potenciais novos ciclistas, já que,  para esta primeira análise selecionamos só aqueles questionários em que os entrevistados moravam dentro de um raio de 5 km a partir da estação das barcas.

A análise ainda não esta completa e estes dados não foram depurados mas os resultados preliminares são mais do que gratificantes.

Foram 229 entrevistados, todos não ciclistas ou no mínimo não usuários habituais da bicicleta.
  •        91% dos entrevistados CONCORDAM que o uso da bicicleta melhora o trânsito nas ruas e avenidas
  •        88% dos entrevistados CONCORDAM que a bicicleta é uma boa opção como meio de transporte no dia-a-dia.

Esta boa notícia não poderíamos deixar para depois e logo assim que o relatório completo estiver pronto encaminharemos o mesmo à Prefeitura de Niterói através do programa Niterói de Bicicleta assim como disponibilizaremos on-line para todos os interessados.



Agradecemos a CCR Barcas por nos permitir usar suas dependências e a Salete Peres e Daniel Marques por terem intervindo junto a CCR.

Obrigado!


O Mobilidade Niterói encerrou o formulário da pesquisa de Perfil, Origem e Destino dos Ciclistas de Niterói!

Foram 406 formulários respondidos, ou seja, atingimos a meta mínima de 376 ciclistas participando.

Por que esta meta foi importante? Porque segundo o IPEA seríamos 14954 ciclistas na cidade e com a participação de 406 ciclistas a pesquisa atingiu 95% de confiança.

Os dados ainda serão analisados e um relatório será feito e entregue à Prefeitura de Niterói através do programa Niterói de Bicicleta e também ficará disponível na internet para quem se interessar.

Agradecemos a ajuda do Pedal Sonoro, Bicicletada/Massa Crítica Niterói, Ciclistas de Niterói, Barcellos Sports e Amazonas Bike por ajudarem na divulgação e principalmente a você ciclista!






terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Pesquisa do uso das bicicletas pelos alunos das escolas municipais de Niterói


O Mobilidade Niterói em parceria com o Niterói de Bicicleta e com apoio da Secretaria de Recursos Hídricos e Meio Ambiente juntamente com a Secretaria de Educação de Niterói, realizou pesquisa sobre o uso das bicicletas nas escolas por parte dos alunos.

O estudo tinha como objetivo descobrir quantos alunos se utilizam da bicicleta e entre os que não as utilizavam, quais os motivos para não adotá-la e quais seriam as mudanças a serem adotadas que estimulariam seu uso.


Foram respondidos 517 formulários, sendo que 481 foram respondidos pelos alunos e 45 por funcionários e professores.

Foi identificado que 54% dos alunos possuem bicicleta contudo só 7% deles as utilizam para irem à escola.

O mais impressionante é que entre os alunos que tem bicicleta e moram dentro do raio de 5km da escola, ou seja, uma distância ideal para o uso da bicicleta, 38% se utilizam de meios motorizados como transporte.

Quando questionados dos motivos para não utilizarem a bicicleta, 39% destes estão relacionados diretamente a uma estrutura cicloviária segura.

Como ponto positivo, 61% dos alunos e 58% dos professores e funcionários disseram que adotariam as bicicletas como meio de transporte para escola se houvessem ciclovias e bicicletários seguros.

O Relatório completo pode ser acessado neste link: As Bicicletas Nas Escolas Municipais de Niterói




segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Empresas investigadas pela operação lava-jato e os projetos de mobilidade em Niterói

"A participação de empresas investigadas pela operação Lava-Jato da Polícia Federal em projetos e obras de Niterói como o corredor viário TransOceânica e a Operação Urbana Consorciada (OUC) acendeu sinal de alerta na cidade."

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/bairros/empresas-alvo-da-lava-jato-tem-contratos-projetos-em-niteroi-1-14695692#ixzz3KeYIH73x 

Desrespeito ao CICLISTA faz surgir cicloativistas

Neste domingo, 30, foi publicada no jornal  O Globo Niterói matéria sobre a inauguração da ciclovia da Av Roberto Silveira.

Conforme artigo publicado anteriormente, durante a concentração da pedalada de inauguração representantes do Mobilidade Niterói, Pedal Sonoro, Bicicletada / Massa Crítica Niterói, Pedalentos e Bike Anjo entregaram ao prefeito o abaixo assinado pedindo um bicicletário público, seguro e gratuito na Praça Araribóia.

Reprodução da matéria no jornal O Globo Niterói de 30 de novembro de 2014 por LEONARDO SODRÉ
"Desrespeito a ciclofaixas faz surgir cicloativistas
A expansão das ciclofaixas pela cidade — dobraram de 15km para 30km nos últimos dois anos e devem chegar a 60km em 2016 — e tragédias como a que vitimou um ciclista há dez dias no Barreto fizeram surgir um novo tipo de adeptos das “magrelas”: os cicloativistas. Durante a inauguração da ciclovia da Avenida Roberto Silveira, um grupo entregou ao prefeito Rodrigo Neves um abaixo-assinado. Entre as reivindicações, a principal é que haja um reforço na fiscalização para evitar que motoristas invadam as vias exclusivas. A morte, há pouco mais de uma semana, do PM reformado Luiz Carlos da Conceição, de 56 anos, na esquina das ruas Benjamim Constant e General Castrioto, no Barreto, ligou o alerta para o perigo que os ciclistas enfrentam nas ruas da cidade. Em menos de dois anos, a malha cicloviária em Niterói dobrou de 15 quilômetros, em 2012, para os atuais 30 quilômetros. O crescimento no uso do transporte trouxe a reboque o coro dos usuários por mais espaço e respeito nas vias, levando a prefeitura a tornar o tema “Educação no trânsito” mote principal do programa Niterói de Bicicleta para o ano que vem. Além de estipular a meta ambiciosa de fechar 2016 com 60 quilômetros de faixas exclusivas para as “magrelas”, o município reconhece que há muito a ser feito no quesito segurança.
—Nós ainda temos muito o que fazer. Nem todo mundo é a favor da bicicleta, ainda há uma resistência grande, mas temos que ir conquistando os espaços. Estamos, aos poucos, dando passos emblemáticos, como a ciclovia da Amaral Peixoto, que ninguém acreditava que ia dar certo e deu, e já está consolidada, assim como ficará a da Roberto Silveira — disse o vice -prefeito Axel Grael durante a inauguração da ciclofaixa da avenida da Zona Sul, na semana passada.
A consultora de Recursos Humanos, Ana Luiza Carboni, adotou a bicicleta como veículo de transporte em 2012. De lá para cá, seu engajamento por mais segurança nos trajetos só cresceu. Em maio ela se uniu a outros cicloativistas e criou o grupo Mobilidade Niterói, com o objetivo de estudar e propor soluções de mobilidade urbana para a cidade. Na sua opinião, houve avanços, mas a falta de fiscalização contribui para a insegurança.
— O crescimento das faixas exclusivas realmente ocorreu. Fica mais organizado e muito bonito a rua pintada e sinalizada. Mas não adianta nada se não tem fiscalização. Os motoristas precisam entender que, quando ele passa com o carro na faixa de ciclistas, ele põe em risco a vida de quem está de bicicleta. Isso só é resolvido com mais fiscalização, que faz com que aumente o respeito — sugere.
A prefeitura está decidida a transformar Niterói em uma cidade ciclável. Através do projeto “Niterói que queremos”, lançou a meta de consolidar a malha cicloviária em cem quilômetros até 2020 e chegar a 2033 com 140 quilômetros. Diante desse panorama, os ciclistas estão mobilizados por um crescimento que também traga ganhos em segurança. Na semana passada, durante a inauguração da ciclofaixa da Avenida Roberto Silveira, eles encontraram o prefeito Rodrigo Neves e fizeram uma série de reivindicações. A maioria dos apelos foi por mais fiscalização. O presidente da NitTrans, coronel Paulo Afonso, diz que elas ocorrem e que as reincidências só acontecem porque a penalização é branda.
— A NiTrans tem dois fiscais na ciclofaixa do trajeto da Amaral Peixoto e do Caminho Niemeyer todos os dias. Temos uma equipe de reboque percorrendo terça, quinta e sábado todas as ciclovias para tirar os carros e caminhões estacionados. A questão maior é a educação. A pessoa comete a infração, tem o carro rebocado, paga R$ 200 e depois volta a estacionar na ciclofaixa. Nossa área é Niterói, mas eu acho que uma campanha dessas tem ser executada pelo Detran, pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e os órgãos da união — afirma.
PEDIDO DE BICICLETÁRIO MAIOR
No encontro dos cicloativistas com o prefeito, o grupo entregou a ele um abaixo-assinado contendo 3.700 nomes, reivindicando a instalação de um bicicletário público, seguro e gratuito, ao lado da estação das barcas, na Praça Araribóia. De acordo com o movimento, o que existe no local não está mais dando vazão e vive sempre amontoado. O prefeito assinou o recebimento e se comprometeu a trocar o bicicletário por um equipamento maior.
— Estamos fazendo diversas pesquisas para orientar decisões estratégicas que estão sendo tomadas pela prefeitura. A pesquisa com as escolas é a mais recente e ainda está em estudo. Nosso objetivo principal é que a nova geração entenda os benefícios de uma cidade amiga da bicicleta e possa contribuir substancialmente, no curto e médio prazos, para a transformação que buscamos na cidade — defende Argus Caruso, coordenador do programa Niterói de Bicicleta.
30 nov 2014 O Globo Niterói LEONARDO SODRÉ"

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Planejando a retirada de carros das ruas

hamburgo alemanha ciclovias mobilidade urbana
(Imagem: Prefeitura de Hamburgo/Envolverde)



Segunda maior cidade alemã inicia plano de mobilidade para tirar carros das ruas. Hamburgo começa a por em prática um projeto para ligar as maiores áreas verdes do município através de ciclovias e vias para pedestres, possibilitando o deslocamento por toda a cidade sem a necessidade de automóveis.

A chamada Rede Verde (Grünes Netz) deve ser construída nos próximos 15 a 20 anos e as vias para pedestres e bicicletas ligarão todos os parques, reservas, playgrounds, jardins comunitários e cemitérios dos sete distritos do município, que correspondem a 40% da área total de Hamburgo. Aumentando o número de ciclovias e vias para pedestres e diminuindo o acesso dos carros, espera-se que a utilização de automóveis seja reduzida substancialmente.

Atualmente, Hamburgo é considerada uma das melhores cidades para se viver no mundo, mas um de seus pontos fracos é o transporte: seus oito milhões de residentes (dados referentes à região metropolitana de Hamburgo) têm como principal meio de locomoção os veículos particulares.

“Outras cidades têm anéis verdes, mas a Rede Verde de Hamburgo será única, cobrindo da área de periferia ao centro da cidade. Em 15 a 20 anos será possível explorar a cidade exclusivamente de bicicleta e a pé”, colocou AngelikaFritsch, porta-voz do departamento de planejamento urbano e meio ambiente de Hamburgo, ao jornal The Guardian.
“Para garantir que o plano integre toda a cidade, uma equipe trabalhará com uma pessoa de cada um dos sete distritos da região metropolitana. Unir esses espaços garantirá que todos os residentes poderão desfrutar de acesso à natureza e de um passeio sustentável”, afirma o plano.
Além disso, ainda mais áreas verdes serão acrescentadas, aumentando para sete mil hectares esses locais na cidade e imediações, que, além de servirem de vias para os pedestres e ciclistas, permitirão a realização de outras atividades de lazer, e serão utilizados até mesmo para conectar habitats de animais silvestres, permitindo que eles cruzem o município sem o risco de serem atropelados.

“[A Rede Verde] oferecerá oportunidades às pessoas de caminhar, nadar, fazer esportes aquáticos, desfrutar de piqueniques e restaurantes, vivenciar e observar a natureza e a vida selvagem bem no meio da cidade. Isso reduz a necessidade de pegar o carro para passeios de fim de semana fora da cidade”, observou Fritsch.
Dados do Escritório Climático do Norte da Alemanha do Instituto para Pesquisas Costeiras afirmam que, nos últimos 60 anos, a temperatura média do município aumentou em 1,2ºC para uma média de 9ºC. Nesse mesmo período, o nível do mar em Hamburgo aumentou 20 centímetros, e prevê-se que aumentará outros 30 centímetros até 2100.
Por isso, além de contribuir para aumentar a qualidade de vida da população, o plano visa ajudar no combate às mudanças climáticas – reduzindo as emissões do setor de transporte – e diminuir o risco de enchentes, que aumentou com a elevação do nível do mar.
Felizmente, a cidade não é a única a adotar essa estratégia; Copenhagen, capital da Dinamarca, também tem projetos para desenvolver um planejamento urbano mais sustentável e que combata as mudanças climáticas.
Uma das ações do município dinamarquês, por exemplo, será desenvolver ruas levemente convexas, para que a precipitação não se acumule nas vias e escorra para o meio-fio, onde será coletada. Um dos efeitos das mudanças climáticas em Copenhagen será o aumento no número e intensidade de chuvas e tempestades.
A ideia é que o plano de adaptação climática da cidade, que recentemente ganhou o prêmio Index Design Award, fique pronto até 2033. Atualmente, o município já é conhecido por ter um dos sistemas cicloviários mais abrangentes do mundo.
“Essas medidas contribuirão para uma maior qualidade de vida em Copenhagen. Temos que considerar o que constituirá uma cidade de sucesso no futuro”, comentou Morten Jastrup, analista do Sustainia, um centro de pesquisa da capital dinamarquesa.|

Jéssica Lipinski, Carbono Brasil
Fonte: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/01/hamburgo-mobilidade-urbana-ciclovias.html