quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Ciclista morre após colisão no Barreto - Niterói/RJ

Por Ana Luiza Carboni


O ciclista Luiz Carlos da Conceição, de 56 anos, morreu após colisão na Rua General Castrioto, no Barreto, Niterói, RJ na manhã da última terça (18). Paramédicos do Corpo de Bombeiros foram acionados para socorrer a vítima, entretanto ele não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no local.

Segundo testemunhas, haviam quatro veículos envolvidos: um caminhão, um ônibus, a bicicleta e um carro de passeio. Nenhuma das pessoas com quem conversamos soube precisar o ocorrido. Apesar disso, existe consenso que o ciclista trafegava na mão do trânsito, como estabelece o CTB – Código de Trânsito Brasileiro. 

Na quarta (19) um grupo de ciclo-ativistas esteve no local e colocou cartazes nas redondezas para alertar sobre o falecimento do ciclista.


O Mobilidade Niterói ressalta a importância no investimento em uma campanha educativa e de conscientização efetiva, além de infraestrutura cicloviária de qualidade para que todos possam transitar com tranquilidade e segurança. 


A Bicicletada Niterói desta sexta-feira (21) fará um ato para que esta fatalidade não seja esquecida. Compareçam! Concentração na Praça Araribóia às 18h30.  


sábado, 8 de novembro de 2014

Salão do Automóvel - Destaque? Bicicletas!

                A indústria não perde oportunidades, mobilidade urbana é o tema, e apesar de estarem exibindo automóveis não puderam deixar de apresentar as bicicletas. 


                A verdade é que o automóvel tem seu espaço e sua utilidade e o que deve existir é o uso consciente do mesmo. 

                Algumas marcas exibiram bicicletas que objetivam justamente a mobilidade urbana e ainda foram mais longe, comprando o carro levava a bicicleta.





segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Vaga Viva em Niterói

Por Ana Luiza Carboni


No último final de semana um grupo de jovens arquitetos, moradores de Niterói e formados na Universidade Federal Fluminense (UFF), instalou uma Vaga Viva na rua Moreira Cesar, em Icaraí. A ação ocorreu durante todo o sábado e contou com o apoio da Prefeitura da cidade, através do projeto Niterói de Bicicleta.  

A Vaga Viva é uma intervenção urbana onde vagas de carros são ocupadas e transformadas em áreas de convivência. A ocupação pode ser feita com bancos, tapetes, plantas, sofás e outros materiais que atraiam as pessoas e estimulem o contato social. Podem, ainda, incluir jogos, brincadeiras, música, livros, trabalhos manuais, etc., tendo como finalidade a reflexão do uso atual do espaço urbano, que é hoje, na maioria das cidades, dominado pelo automóvel.


As questões urbanísticas e de mobilidade estão atualmente em pauta, são assuntos correlatos e de extrema importância num contexto de crescimento demográfico constante. A mobilidade urbana deveria ser tratada pelo poder público de maneira integrada à gestão urbanística, tendo como objetivo o exercício da função social das cidades e da qualidade urbana, visando o bem-estar da população de forma sustentável.

Segundo o grupo, a Vaga Viva “Maré Urbana” é uma ferramenta para esclarecer as pessoas e estimular a reflexão sobre o espaço público, provocando uma visão crítica sobre o planejamento e desenvolvimento da cidade. Os jovens atuam como arquitetos, mas almejam um impacto social, saindo do escritório e vindo para a rua.  

O bairro de Icaraí foi escolhido pela visibilidade e pelo grande número de pedestres nos finais de semana. Os organizadores ainda não planejaram outras intervenções, mas pretendem fazê-lo em breve. 


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Novos caminhos para a cidade - matéria vencedora do 2º Prêmio de Jornalismo Mobilidade Urbana Sustentável.


Ideia 40: Novos caminhos para a cidade


“Novos Caminhos para a Cidade” foi a matéria vencedora do 2º Prêmio de Jornalismo Mobilidade Urbana Sustentável, promovido pelo ITDP, patrocínio do Banco Itaú e apoio da Transporte Ativo e ANDI - Comunicação e Direitos. A Matéria foi publicada na revista Superinteressante e foi escrita pela jornalista Natália Garcia.

Abaixo destacamos alguns pontos da matéria, mas vale a pena a leitura completa da mesma, que mostra como medidas relativamente simples podem melhorar a qualidade da mobilidade para todos e o quanto tem sido errada a forma em que os governos tem aplicado os investimentos em mobilidade.


"Gostaria de começar esse texto dizendo que nenhuma outra área política estabelece seus preços de maneira tão irracional, ultrapassada e desperdiça tanto dinheiro quanto a mobilidade urbana". A frase é de um artigo de 1963, escrito pelo Nobel da Economia William Vickrey, sobre a realidade da América do Norte e da Europa. Mas era o prenúncio de um colapso que se repetiria 50 anos depois aqui no Brasil.”

“30,9% dos deslocamentos no país são feitos de carro, 28,9% de transporte público e 40,2% de meios não motorizados (bicicleta e a pé). Isso mesmo: a maioria está caminhando ou pedalando. Mas não é isso que refletem os investimentos em mobilidade.”

“De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Públicos (ANTP), em 2011, o orçamento estatal aplicado aos transportes públicos somou R$ 900 milhões, enquanto os investimentos em mobilidade para os carros chegaram em R$ 12,6 bilhões.”

“...o trânsito representa um prejuízo de R$ 40 bilhões por ano ao Brasil.”

“"A mobilidade precisa ser pensada como uma rede integrada de opções para atender às diferentes demandas das pessoas"”

“Todos os tipos de deslocamentos - a pé, de bicicleta, de transporte público e de carro - são pensados pelo mesmo núcleo,...”

“"Parte da solução da mobilidade está em reduzir sua demanda, permitindo que as pessoas morem perto do seu trabalho."”

“O problema é que transportes e habitação são duas secretarias com gestões separadas em todas as cidades do país, o que dificulta sua ação de maneira planejada e integrada.”


“"O principal erro cometido no planejamento das cidades é pensar demais no hardware e pouco no software", diz David Sim, do Gehl Architects. Em outras palavras: uma avenida feita apenas para a circulação de carros é como se fosse um Ipad de última geração com apenas um aplicativo rodando.”


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Londres: “Super-ciclo rotas”

Por Ana Luiza Carboni

    Imagem: Ciclofaixa de uma das Super-ciclo rotas, Millbank, Londres

Semana passada foi anunciada a proposta de implementação da mais longa ciclovia segregada do mundo – que não existia no projeto original das “super-ciclo rotas” da capital britânica. Esta é hoje uma medida apoiada por grupos de ciclistas e criticada por instituições do centro financeiro e grupos que representam motoristas.
Para entender um pouco melhor a controvérsia em relação às ciclovias na capital do Reino Unido, precisamos entender um pouco a história do ciclismo utilitário no país.
Em 1934 foi criada a primeira ciclovia segregada em Londres - entre Hanger Lane e Greenford. Embora fosse bastante utilizada por ciclistas, a segregação foi contestada por organizações de ciclismo, que temiam a perda de direitos para andar na rua - postura que perdurou até recentemente. No inicio da década de 1960, devido ao aumento da riqueza da população e uma maior disponibilidade de veículos automotores, houve declínio nos níveis de ciclismo utilitário. Neste período o foco do planejamento de transporte foi do tráfego de veículos em detrimento às outras opções.
A partir dos anos 80 a cidade voltou a investir no estímulo à utilização da bicicleta como alternativa de locomoção e uma unidade de planejamento de infraestrutura para ciclistas foi criada. Aos poucos foram sendo implementadas ciclo rotas, ciclofaixas e ciclovias.
Em fevereiro de 2008 foram anunciados pelo governo iniciativas para melhorar e aumentar o uso da bicicleta, incluindo planos para a construção de doze "super-ciclo rotas". As primeiras duas rotas foram implementadas em 2010. O conceito foi projetado pelo alemão Dector-Vega e incluiu um teste de ciclovias em cruzamentos (como na Dinamarca), espelhos convexos em sinais de trânsito para reduzir o ponto cego entre caminhões e ciclistas (como o utilizado na Suíça), nova sinalização, e o re-design de alguns cruzamentos para melhorar a segurança. No mesmo ano o sistema de bicicletas compartilhadas foi lançado, o que colaborou para o crescimento na utilização da bicicleta como meio de transporte.  
Ano passado, depois de seis acidentes fatais envolvendo ciclistas, a infraestrutura existente na cidade foi considerada insegura e a empresa de transporte responsável pela criação de ciclo rotas/ciclofaixas foi fortemente criticada. As ciclovias que serão incluídas no plano clicloviário da cidade deverão ser baseadas, em grande parte, no tipo de infraestrutura existente na Holanda e Dinamarca.
O prefeito de Londres declarou que “fazer com que mais pessoas usem bicicletas vai reduzir a pressão sobre as redes rodoviárias e ferroviárias, reduzindo a poluição e melhorando a vida de todos, sendo eles ciclistas ou não".
Ruas movimentadas não vão deixar de existir e projetos para minimizar pontos de conflito serão sempre necessários. A solução de mobilidade para cidades é, portanto, o planejamento cuidadoso e programas educativos, sem a priorização de um meio de transporte frente a outro, com cuidadosas considerações onde veículos automotores devem ir e onde não devem, tendo em mente que, em primeiro lugar, devem estar as pessoas que vivem nas cidades.



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Usuários ciclistas da CCR.

          Pesquisa realizada durante 3 dias com 154 ciclistas usuários da CCR Barcas. Não tem embasamento cientifico, mas nos da uma boa ideia dos caminhos que os ciclistas percorrem até chegarem a estação do Centro.

          São informações importantes, com elas podemos mostrar onde se fazem mais necessárias as ciclovias e demostramos por onde as futuras rotas devem passar para interligar origem com destino.

         Como exemplo, podemos citar a demanda por ciclovias que liguem Icaraí, que corresponde a 32% dos ciclistas, e a Zona Norte, onde só os ciclistas oriundos de São Gonçalo, Fonseca e Barreto correspondem a 14%, com Centro.

           Agora, quer ajudar mesmo?

           Participe da pesquisa online que estamos fazendo. Além de pesquisar qual a origem e qual o destino dos ciclistas das diversas regiões, a pesquisa tenta também entender qual é o perfil do ciclista de Niterói.

          Com dados temos embasamento para ajudar no planejamento e cobrar a execução da implantação das ciclovias.

                 Participe da pesquisa clicando aqui!

                 Curta nossa página no facebook!

           Agora, como curiosidade, para onde vão estes ciclistas?

           Destacamos os 5 maiores destinos:

                                                                55,92%    Centro RJ
                                                                  7,89%    Praça Mauá
                                                                  7,23%    Lapa
                                                                  6,57%    Botafogo
                                                                  3,94%    Gloria        
        
      



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O que vem primeiro? A ciclovia ou os ciclistas?

Na verdade é um ciclo virtuoso.

Já existem muitos ciclistas, que já se sentem confortáveis para andar nas ruas, mas a implantação das ciclovias torna a locomoção por bicicleta mais segura e com isso atrai novos ciclistas.

Esta nova leva de ciclistas são as tão famosas demandas reprimidas. Essas demandas foram comprovadas em diversas cidades do mundo onde foram implantadas as ciclovias.

Vídeo do Vá de Bike: O que vem primeiro: os ciclistas ou as ciclovias?