sábado, 19 de setembro de 2015

9ª Contagem de Ciclos - Ciclovia Amaral Peixoto - Novo Recorde!

Por Sérgio Franco

113,5 Ciclos/Hora

Para aqueles que estão nas ruas, não é surpresa nenhuma, para aqueles que não observam o que acontece ao seu redor, talvez seja, o fato é que batemos mais um novo recorde de fluxo de ciclos!

Relatório Aqui.

Foram 113,5 ciclos por hora no ponto de observação escolhido pelo Mobilidade Niterói para fazer o acompanhamento ao longo do ano da adesão aos modos ativos de transporte (bicicletas, skates, patins, etc.), sendo a bicicleta a estrela principal.

78,74% de Aumento desde Janeiro

Talvez a implantação da ciclofaixa tenha sido determinante, talvez não, o fato é que este recorde foi atingindo na segunda semana após a implantação da mesma, que apesar dos problemas que o Mobilidade Niterói constatou (AQUI) é uma segurança a mais.

A utilização da ciclofaixa também teve aumentos, tanto na ligação Zona Sul - Centro, quanto na ligação Zona Norte - Centro.

Ligação Zona Sul - Centro

Ligação Zona Norte - Centro


Outra curiosidade é que pelo menos 2 pessoas com quem conversamos estavam usando a bicicleta pela primeira vez!

Claro que alguns dos velhos problemas foram novamente observados como o número de pedestres caminhando pela ciclovia.

Pedestres caminhando na ciclovia

As meninas ainda estão fazendo bonito, elas estão tendo em média 13% da participação no uso das bicicletas como meio de transporte. 

Com a segurança da ciclofaixa temporária e a permanência desta se tornando algo definitivo e estruturado a tendência é que aumente não só o fluxo de ciclos mas também a maior participação das mulheres.

Tendência é aumentar
Quanto melhor for a estrutura, maior é o número de ciclistas, quanto maior for o número de ciclistas maior será a cobrança por melhores estruturas, mais o poder público se verá na obrigação de atender a população.

Portanto, vamos repetir, sim, as a ciclofaixa é precária e passará por nova alteração nesta segunda, 21 de Setembro de 2015, conforme anunciado no post da Ascom NitTrans no Facebook. Mas mesmo que ela esteja pior com a nova configuração, vamos usar, vamos mostrar que tem demanda, vamos mostrar que esta crescendo o número de usuários da bicicleta, e sim, vamos cobrar por estruturas melhores.

Afinal, a ideia é essa:



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Vídeo - Do Fonseca ao Centro!

Por Sérgio Franco





Anderson Ramos é morador do Fonseca, tem 44 anos, é analista de sistemas (especialista RFID) e fez um vídeo mostrando o trajeto que faz para chegar até a estação das barcas.

O vídeo esta em time lapse e foi reduzido para 3:44 minutos, mesmo assim é fácil ver as dificuldades encontradas pelo Anderson, as mesmas que afastam muitas pessoas de optar pela bicicleta como meio de transporte.


As dificuldade não são poucas. 

Calçada




A escolha já começa na Alameda São Boa Ventura, onde a via é de trânsito intenso pois faz ligação para outras regiões como Pendotiba, Maria Paulo, São Gonçalo, Alcântara e Itaboraí.

A Velocidade da via é de 60 km/h.

O perigo é real e tem que se escolher entre a calçada e a via



Via




Quando o ciclista escolhe a via esta sujeito ao desrespeito e/ou desconhecimento dos motoristas que passam em velocidade alta e muito próximos, e mesmo quando respeitam os 60 km/h, esta já é considerada alta para se passar tão perto de uma bicicleta. 


O ciclista que opta pela via corre um perigo real de sofrer um acidente grave.


Carros





Na Rua São Lourenço a ciclofaixa, as vezes quase inexistente, é praticamente ignorada pelos motoristas.

Esta é uma via de ligação com a Zona Norte e a falta de infra estrutura é um desestímulo ao uso da bicicleta.

E a inexistência de calçadas em vários pontos obrigam aos pedestres a caminharem na "ciclofaixa".



Sem opção

Quando começou a usar a bicicleta como meio de transporte?
2001

Por que tomou esta decisão?
Exercitar-me mais e diminuir o tempo gasto no trajeto casa ao trabalho;

No seu percurso diário, quais os principais problemas que você tem?
Disputa de espaço com veículos maiores e decorrente insegurança;

Mesmo com os problemas, por que continua usando a bicicleta?
Prática de atividade física e tempo menor gasto na maior parte dos trajetos que preciso fazer rotineiramente;

Qual a distância do seu percurso e quanto tempo leva, até as barcas?  E até o seu trabalho?
5 km e 22 minutos até as barcas; 1km da Praça XV até o trabalho;

O que você acredita que deveria ser feito para melhorar o seu trajeto?
Mais ciclovias e sinalização. Campanhas educativas frequentes para conscientizar o motorista que ciclistas existem e a bicicleta deve ser levada em consideração. Campanhas para conscientizar novos ciclistas sobre o uso mais adequado da bicicleta e seu comportamento nas barcas;

Conhece pessoas que gostariam de usar a bicicleta como meio de locomoção mas que não usam por medo?
sim, conheço várias pessoas que não usam por medo. Quando tomam conhecimento que pedalo na Alameda São Boaventura chamam-me de louco e suicida;

O que você fala para elas?
Que embora os riscos existam nós devemos continuar a pressionar o poder público por melhores soluções e alternativas para a mobilidade urbana. Que também tenho medo, que ando devagar, que na Alameda sou ciclista de calçada. Mas eu prefiro continuar a usar a Bicicleta do que usar o ônibus. Inclusivo quando não tinha a Bicicleta a disposição eu fazia caminhadas para chegar ao trabalho;

Neste tempo, já teve algum incidente no trânsito com a bicicleta?
Em 2009 um veículo cruzando a São Lourenço colidiu com a roda dianteira da minha bicicleta. Como eu ando devagar e tenho a altura do banco regulada para poder ficar em pé com os pés no chão. Eu apenas firmei no chão e deixei a bicicleta ir e o veículo colidiu apenas com a bicicleta e eu fiquei observando a 2 metros do ocorrido. Foi um susto e só, a motorista pediu desculpas pelo avanço e pagou o reparo;

Na sua opinião, para a cidade como um todo, o que deveria ser feito para atrair mais pessoas para usar a bicicleta como meio de transporte?

As pessoas precisam sentir confiança de que não serão assassinadas no trânsito para usar a bicicleta. Por isso as ciclovias devem vir antes dos ciclistas, por isso as políticas públicas de mobilidade urbana devem incentivar e prever o uso do bicicleta.

Encontramos até um poste no meio do caminho, da rua, da via, da ciclofaixa...

Um poste no meio do caminho
Se a Prefeitura de Niterói realmente quer incentivar o uso da bicicleta e com isso diminuir o número de carros e melhorar a fluides do trânsito para aqueles que realmente tem que usar este meio de transporte, tem que começar a fazer intervenções urgentes na Zona Norte e na sua ligação com o Centro e Zona Sul.

Hoje já a Zona Norte já tem 15% de participação no uso da bicicleta, mas poderia ser muito mais.

www.mobilidadeniteroi.com
facebook/mobilidadeniteroi

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Ciclofaixa Temporária - Ainda sem padrão.

Por Sérgio Franco


Sem Padrão
Ontem, 10 de Setembro, o Mobilidade Niterói resolveu dar uma volta na ciclofaixa temporária da Av. Marquês de Paraná, no período da tarde.

No geral, se formos pensar em tamanho da faixa, esta estava muito bem feita, uma verdadeira ciclofaixa, que excetuando ser segregada por cones, seria melhor do que a ciclovia da Av. Roberto Silveira.


Tamanho Seguro

Mas infelizmente, este tamanho de ciclofaixa, que cria segurança para o ciclista e tem o potencial de incentivar que novas pessoas adotem a bicicleta como meio de transporte em uma cidade que tem esta vocação, não vem sendo aplicado em todas as ocasiões e trechos.

Problema Recorrente
Foto: Vinícius Ribeiro

Esta foto é de hoje pela manhã e este trecho da ciclofaixa temporária já foi mencionado antes.

O tamanho inadequado da faixa, que impede a passagem de mais de um ciclista ao mesmo tempo é um perigo real, pois um dos ciclistas é obrigado a ir para a faixa de rolamento em uma via de grande movimento, inclusive de ônibus.

Já alertamos para o perigo nas matérias dos dias 10 de Setembro (Ciclofaixa e NitTrans), na matéria do dia 08 de Setembro (Ciclofaixa na Marquês de Paraná, saiu o relatório!).

Inclusive no relatório é demonstrado o fluxo intenso nos dois sentidos, seja em direção ao Centro (64% do fluxo), seja em direção à Zona Sul (36% do fluxo). 

A curva, na esquina com a Rua Dr. Celestino, é também um trecho de grande preocupação como já mencionamos nas publicações acima, em relatório e registrada inclusive em vídeo na página do Mobilidade Niterói no Facebook (facebook/mobilidadeniteroi).


Faixa Estreita

O mesmo problema foi encontrado ontem no trecho que liga a ciclofaixa temporária à ciclovia da Av. Roberto Silveira.

Na parte da manhã, o problema foi maior, devido ao maior estreitamento e o fluxo estar justamente no sentido Zona Sul - Centro.





Na parte da manhã ainda existe um agravante, é o horário justamente em que os pais levam seus filhos para as creches, escolas , colégios, o que torna a segurança dos pequenos precária. Se a ideia é incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte em nossa cidade, estes problemas tem que serem resolvidos o quanto antes.

Pais e filhos

Como já mencionamos no relatório (Aqui), o tamanho recomendado para as ciclofaixas bidirecionais é de 2,50 metros, segundo o Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, contudo, por ser uma ciclofaixa temporária, entendemos que ela pode ter 2,20 metros e seguir o padrão da ciclovia da Av. Roberto Silveira, mas pelo que podemos ver, nenhum padrão é seguido e trechos muito estreitos são implementados pondo em risco os usuários.


Outro problema constatado foi a falta de sinalização ou quando existente é genérica (já mencionado), não informando adequadamente o ciclista da existência da ciclofaixa.

Abordamos 4 ciclistas que estavam fora da ciclofaixa e todos eles desconheciam a existência da mesma e não entendiam o porque dos cones.



Aqui é uma ciclofaixa


Uma solução temporária e útil para informar ciclistas e motoristas da finalidade dos cones seria a colocação de pequenas placas espaçadas por distâncias regulares ao longo da ciclofaixa temporária. 

Mesmo motoristas não entendiam o que eram aqueles cones.





Perigo na saída da São Lourenço

A Rua São Lourenço merece atenção. Já  alertamos para o problema na (A ciclofaixa para a Zona Norte!).

A Rua São Lourenço tem sua estrutura cicloviária quase inexistente (pelos diversos problemas), mas a ligação dela com a Ciclofaixa é perigosa devido a curva quando se chega a Av. Marquês de Paraná. Carros invadem a ciclofaixa em velocidade elevada e sem a visibilidade dos ciclistas e nem estes tem a visão adequada dos veículos que seguem para a Rua São Lourenço.

A boa notícia é que, enquanto estávamos monitorando o funcionamento da ciclofaixa, alguns motoristas acenaram com positivo para a mesma e a grande maioria não reclamava. Fato que foi confirmado por alguns operadores da NitTrans.

Só alertamos aos ciclistas para que respeitem os pedestres. Ontem flagramos ciclistas avançando em cima destes e ainda discutindo, mesmo quando o sinal era pra que os pedestres atravessassem e isto ocorrendo na faixa.


7 ciclistas na foto + 3 não aparecem = 10 ciclistas no mesmo instante.

Estamos testando uma nova ferramente para identificar os problemas e mapeá-los. 
Acesse: Mobilidade Niterói Sports Tracker





quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Ciclofaixa e NitTrans

Por Sérgio Franco

Perigo alertado

Esta esquina da Rua Dr. Celestino com a Av. Marquês do Paraná é uma tragédia anunciada.

Fotos: Leonardo Moura Medeiros 10/09/2014
O uso da ciclofaixa e a opção pela segurança relativa fornecida por ela fez aumentar o número de ciclistas que passam por aquele lado da via e consequentemente por esta esquina.

O Mobilidade Niterói já alertou para o perigo, em vídeo:



E no relatório publicado no dia 8 de Setembro de 2015 também alertou para o perigo. (Matéria Aqui) (Relatório Aqui). E este relatório já foi entregue aos responsáveis no mesmo dia.

Por mais incrível que possa parecer este foi um problema que tinha sido minimizado em maio deste ano:

08/05/2015 - Dia Mundial de Bike Ao Trabalho

Inclusive o bueiro, apesar de ainda ter problemas, esta em melhor condições agora.

A pergunta que fica é, por que não fazer, ao menos, como foi feito em no Dia Mundial de Bike ao Trabalho?

E a permanência da ciclofaixa só fará com que novas pessoas comecem a optar pela bicicleta como meio de transporte, ou seja, a tendência é que o fluxo de ciclos aumente, com isto, se este problema não for resolvido, o risco de acidente, e de um acidente grave, só aumenta.

Segundo definição no próprio site da NitTrans, ela seria responsável por:

"É responsável pelo planejamento e gerenciamento técnico-operacional do sistema de transportes e trânsito e do sistema viário da cidade, em conformidade com as políticas públicas adotadas pelo Governo Municipal. A estrutura organizacional funciona de forma integrada e é composta por técnicos e especialistas nas áreas de engenharia de tráfego, infraestrutura viária e arquitetura urbana."

E ainda,

"Planejamento e desenvolvimento de projetos e regulamentação da circulação de pedestres, motoristas e ciclistas em vias públicas; - Implantação, manutenção e operação do sistema de sinalização e dos dispositivos e equipamentos de controle viário; - Desenvolvimento e implantação de medidas para redução da circulação de veículos e reorientação do tráfego, visando à qualidade do meio ambiente; - Coleta de dados estatísticos e elaboração de estudos técnicos sobre os acidentes de trânsito e suas causas; - Desenvolvimento de projetos e programas de Educação para o Trânsito."

Portanto, pela capacidade técnica da NitTrans e pelos seus objetivos como empresa, não vemos como um problema tão nítido e tão importante de ser solucionado ainda não o foi.

Vale lembrar que a NitTrans possui operadores usando bicicleta, temos certeza que tal problema foi observado por estes, que tem o ponto de vista dos ciclistas.

Esta matéria é o terceiro alerta que o Mobilidade Niterói está dando a NiTrans.

Esperamos que um erro operacional não comprometa todo um esforço do programa Niterói de Bicicleta e principalmente todos os esforços dos movimentos em prol da mobilidade da cidade e daqueles que descobriram a bicicleta como um meio de transporte.

Implantar condições para que as pessoas optem por outros meios de transporte, como o transporte público e a bicicleta, é diminuir a necessidade do uso do carro e com isso melhorar a fluidez no trânsito e com isso cumprindo com um dos objetivos da NitTrans:

"Desenvolvimento e implantação de medidas para redução da circulação de veículos"




quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Cidades compactas.

Por Sérgio Franco

A manchete é: Dobram Licenças Para Prédios de Uso Misto Em São Paulo

O Estadão

""A notícia é interessantíssima”, diz o arquiteto e urbanista Lucio Gomes Machado, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). "Indica o início da mudança de uma mentalidade de mais de 40 anos atrás, que setorizava a cidade em zonas de trabalho, moradia, lazer e circulação. Não se percebia o quanto isso era danoso para a cidade.”
Diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o arquiteto e urbanista Valter Caldana concorda. "Em 1972 a cidade adotou um modelo de desenvolvimento urbano rodoviarista disperso, em lei, o que introduziu uma coisa perversa: a segregação e a estratificação do território. Finalmente, parece que tal modelo se exauriu.”
Caldana só vê vantagens no uso misto. "Primeiramente, porque aproxima a prestação de serviços do usuário do serviço. E porque cria emprego e renda perto de onde há moradia, reequilibrando a relação moradia, emprego e renda.”"
A notícia tem mais haver com mobilidade do que a principio pode não parecer.
Compactar cidades é manter as pessoas perto dos empregos e dos serviços. É evitar que as pessoas se desloquem por grandes distâncias, é diminuir o uso do automóvel, a lotação dos trens, metrôs, ônibus, barcas, é criar condições de se usar mais a bicicleta ou até mesmo voltar a usar o meio de transporte mais antigo do mundo, os pés!
Se continuarmos a deixar as cidades se expandirem para os lados e principalmente se continuarmos "setorizando" as cidades, o problema de mobilidade urbana sempre existirá.
Não existe sistema de transporte no mundo que suporte a "periferização" da população afastando-as dos centros de trabalho. Todo sistema tem seu limite de capacidade, sejam rodovias ou ferrovias.
Leia Mais:http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,dobram-licencas-para-predio-de-uso-misto-em-sp,1758023
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"É muito salutar o que vem acontecendo. O fato de a gente ter lojas no térreo, conversando com a calçada, com as pessoas transitando ali, isso é bom. É bom para a cidade, é bom para o comércio, para os serviços, que são o que normalmente fica no pavimento térreo de edifícios, a exemplo do que temos em alguns trechos de Higienopólis (zona oeste da capital), no Leblon e em Ipanema (Rio) e até em outras cidades, como Buenos Aires”, diz Yazbek."
A matéria completa pode ser vista em O ESTADÃO

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Ciclofaixa na Marquês de Paraná, saiu o relatório!

Por Sérgio Franco


Relatório sobre a Ciclofaixa
O Mobilidade Niterói em apoio ao programa Niterói de bicicleta fez o acompanhamento da implantação e utilização da ciclofaixa temporária (agora podemos chamar de Reversível) da Av. Marquês de Paraná.

O relatório completo pode ser acessado AQUI e já foi encaminhado à Prefeitura de Niterói e ao Programa Niterói de Bicicleta.

Se podemos resumir, foi sim um sucesso, apesar dos problemas constatados e todos eles colocados no relatório e já encaminhado aos responsáveis, não podemos negar, foi um sucesso.

A luta por uma ligação segura por todo este trajeto que vai da Zona Norte à Zona Sul é longa. O programa Niterói de Bicicleta, desde a sua administração anterior, com Argus Caruso, e agora com a Isabela Ledo também vinham tentando ganhar este espaço tão importante para a mobilidade da cidade.

Mas a luta ganhou mais força quando o Bicicletada Massa Crítica/Niterói juntamente com outras iniciativas como Pedal Sonoro e o próprio Mobilidade Niterói cobraram em audiência pública realizada no dia 06 de Agosto de 2015 agilidade à Prefeitura de Niterói e apoio ao programa Niterói de Bicicleta para dar andamento ao projeto.

Obtivemos a promessa de que esta ligação seria realizada, primeiro de forma temporária, através da ciclofaixa reversível, e esta se manteria até a implementação do projeto definitivo que esta sendo executado pela TC Urbes.

Temos que lembrar que o Mobilidade Niterói já tinha mencionado que esta poderia ser uma medida provisória até a instalação da solução definitiva, como podemos ver na matéria de 11 de Maio de 2015 e no Relatório do Dia Mundial de Bike Ao Trabalho e Ciclofaixa Da Marquês de Paraná

Mas vamos falar das conquistas.

Ciclovia Av. Amaral Peixoto

Só cresce desde Janeiro


O crescimento do uso da bicicleta como meio de transporte já é uma realidade, independentemente da ligação na Av. Marquês de Parana, só olharmos para o gráfico do acompanhamento mensal que o Mobilidade Niterói tem feito junto a ciclovia da Av. Amaral Peixoto:

Crescimento constante

Este crescimento vem ocorrendo, mesmo com  a greve na Universidade Federal Fluminense iniciada em Maio deste ano, que só em Niterói tem mais de 50.000 alunos.

Conseguimos imaginar o impacto que causará no fluxo de ciclos quando esta greve acabar?

Rua São Lourenço, Zona Norte e Sua Força

129 ciclos por hora

15% de ciclistas tem a origem da sua jornada na Zona Norte de Niterói, mesmo não tendo uma estrutura cicloviária segura e a pouca existente ser precária como temos na própria Rua São Lourenço.

Mesmo assim são 129 ciclos por hora! Imagina se fosse oferecida uma estrutura!

Ciclofaixa Av. Marquês de Paraná, Ligação Zona Norte - Centro

128 ciclos por hora

Este trecho já tem um grande fluxo de ciclos, 128 ciclos por hora, mas analisando os gráficos e comparando antes e depois, vemos o quanto é importante que a Prefeitura de Niterói faça esta ligação.

Podemos notar que houve uma preferência em se usar o lado onde havia a ciclofaixa:

Aumento no uso do lado onde havia a ciclofaixa

Outro grande impacto foi no número de mulheres. Não acreditamos que tenha efetivamente crescido o número de mulheres usando a bicicleta, mas sim, preferiam usar a ciclofaixa.

Claro que com a permanência e melhoria da estrutura cicloviária para a Zona Norte este número tenderá a crescer!

Preferência das mulheres pela ciclofaixa

Ciclofaixa Av. Marquês de Paraná, Ligação Zona Sul - Centro

249 ciclos por hora

Já havíamos realizado contagens anteriores na Av. Marquês de Paraná. Em agosto foram 249 ciclos por hora!

E na ciclofaixa? Na ciclofaixa passaram 159,5 ciclos por hora no dia 03 de setembro.

Sucesso em números

O interessante é notar o aumento do fluxo no sentido Icaraí - Centro, o que demonstra mais uma vez a preferência pela segurança de uma ciclofaixa.

Aproximação dos destinos demostra a opção pela ciclofaixa

No período da tarde também houve um aumento de 45,67% no fluxo de ciclos se compararmos com a primeira vez em que a ciclofaixa foi instalada, em maio deste ano, no Dia Mundial de Bike ao Trabalho!

Trânsito

Infelizmente tivemos dias atípicos, na terça o trânsito teve problemas não relacionados a ciclofaixa, na quarta e quinta foi o tempo que não ajudou e a sexta era véspera de um fim de semana com um feriado na segunda, ou seja, o popular "feriadão".

De qualquer forma não observamos nenhum grande impacto negativo que pudesse justificar qualquer oposição à ciclofaixa.

Monitoramos o tempo que se levaria de carro da saída do canal em São Francisco, Av. Presidente Roosevelt, até a entrada da Rua São Lourenço optando pelo trajeto tradicional, ou seja, via Av. Roberto Silveira e Av. Marquês de Paraná.

O tempo médio neste trajeto é de 5 a 6 minutos antes das 16 horas. Também não podemos nos esquecer de que a reversível causa maior impacto no trânsito sentido Icaraí-Centro (principalmente por causa do abrupto estreitamento de pista no cruzamento da Rua Domingues de Sá com Av. Roberto Silveira) do que a ciclofaixa.


Problemas encontrados!

Os problemas encontrados foram basicamente os mesmos já citados no  Relatório do Dia Mundial de Bike Ao Trabalho e Ciclofaixa Da Marquês de Paraná, Ou seja:

  • Falta de sinalização adequada, que informasse aos ciclistas a existência da ciclofaixa;
  • Falta de sinalização que informasse os caminhos a serem percorridos pelos ciclistas;
  • Em alguns pontos as ciclofaixas foram perigosamente estreitadas, com espaço somente para uma bicicleta;
  • Foi constatado que em duas esquinas existe um perigo real de ocorrerem acidentes entre ciclistas e veículos automotores;
  • Dois cruzamentos de semáforo merecem atenção quanto ao tempo, localização e orientação de travessia.
Todos os erros observados foram postados no relatório (AQUI!).


Conclusão

Crianças
Apesar dos problemas a ciclofaixa foi uma conquista e todos os dados demostraram a preferência do usuário da bicicleta pelo uso da ciclofaixa.  

Nos próximos meses, continuaremos acompanhando o quanto de impacto a ciclofaixa esta causando na mobilidade da cidade e o quanto ela esta ajudando no crescimento de novos adeptos ao uso da bicicleta.

De forma natural este uso já vem crescendo, mas oferecendo segurança ao ciclista, a tendencia é que aqueles que não usavam a bicicleta por medo, passem a usar.

Afinal, o que são 5 km? É toda grande Niterói! 

Mobilidade Urbana é também pensar em meios de favorecer as pessoas a deixarem seus carros na garagem e optarem por transportes coletivos e transportes ativos como a bicicleta. 

Quanto mais pessoas optarem por bicicletas e coletivos mais espaço haverá para aqueles que, infelizmente, terão que continuar a usar seus carros.

Imagens da Semana - mulheres

www.mobilidadeniteroi.com